GOTEJA ÁGUA EM MEU BANHEIRO, o som entre em meus ouvidos, o som destroi o resto de sono que tenho. Goteja a água! Goteja a água! Goteja a água! Ao virar, ao deixar o travesseiro cair provando mais uma vez que Newton estava certo na questão da gravidade, ao levantar e dar voltas no quarto escuro, ao sentir o cheiro da manhã novamente, ao ver no despertador em luzes neoniticas vermelhas que já são 5:35 da manhã, ao ver que você deve se levantar as 6:00 e que o tempo foi imposto na revolução industrial (malditos ingleses!)
O banho, a água que escorre no ralo e desce em sua garganta, toda a espuma branca a sinfonia Ludwidica soada no banheiro matutino, tudo é belo para quem tem sono, tudo é despercebido para quem não tem suas horas de paz. Chico toca ao fundo "mirem-se no exemplo, daquelas mulheres, de Atenas!"
O ônibus lotado em caminho ao um destino incerto, trabalho talvez. Um livro sobre os filósofos em baixo do braço, o movimento de vai e vem, a sinfonia das buzinas: Bem vindo a uma segunda feira, bem vindo a uma cidade, bem vindo a um eterno estado de sitio!
Acordo assustado! Foi tudo um pesadelo! Ainda são 3:39 da manhã, ainda é domingo no meu consentimento (acredito que o dia virou apenas quando acordo e me sinto satisfeito) sei que ainda posso dormir, e sei que estava dormindo. Amanha é segunda feira, fora um sonho premonitório?
quarta-feira, 30 de julho de 2008
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