terça-feira, 29 de julho de 2008

Devir

ABRI MEU GUARDA-CHUVA paradoxal (tenho usado muito este termo ultimamente) antes mesmo do inicio da chuva, seria eu precavido contra estas coisas que nos dão dúvidas? Inicio uma nova discussão, ou uma série, ou centenas de argumentos (falhos ou não) sobre algo que possa chamar a atenção. No momento, tudo que vejo é um solitário monitor, um solitário teclado, um solitário escritor, um solitário pensamento dentre vários. Veja o sol; tão grande, tão quente, tão bonito e está sozinho naquele espaço todo pois ninguém pode chegar perto o bastante dele... Seria vantagem?

Heráclito de Éfeso diria que nada é estático, tudo é movimento, no momento estamos nos movimentando, estamos mudando, estamos crescendo e nos alimentando dos prazeres do mundo... Já notou que estamos num eterno estado de Sansara?
Ainda chove, espero a mesma sumir, desaparecer entre as nuvens. Ainda estou com meu guarda-chuva paradoxal aberto e procurando ideias que mostrariam versões novas de pensamentos abstractos. Seria eu um surrealista que não sabe sonhar? Estaria eu com Rimbaud e Dante no inferno? Será que uma poesia qualquer salvaria minha alma duma perdição do qual não sei qual é?

Vejo o rio, poderia atravessar-lo, mas no meio do processo não seria o mesmo rio do qual entrei. Tudo muda, nada é estático, tudo é movimento.

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