Meu pé esquerdo doí, meu coração doí. Mais uma lágrima, mais um desespero, sinto o cheiro do Ralo e ele me consome como uma droga, como alcool que desce em minha garganta rindo, gargalhando e me faz chorar e tremer como um bebê temeroso. Meu pé esquerdo doí, sou tão tolo, acreditei que o amor existia de verdade e que o mundo era tão belo, acreditei que era por brincadeira e que as sensações do ser humano não eram apenas mentiras como enganações muito bem feitas.
A verdade está lá fora.
Nosso medo é nossa virtude, o que é nossa virtude então? Sou o medo em pessoa, o sentido figurado de um coração amargurado, uma falta de verdade sã ou um sentido ilógico para uma verdade abstrata. O é o ser? O que sou eu? Onde estarei amanha e por que meu coração é tão tolo.
Amar doí.
Não ser amado dói.
O mundo acaba e o que somos? Tristes e infelizes com nós mesmos?
Torço para o fim do mundo.
Meu pé esquerdo dói, meu coração dói. Tenho uma chaga entre o monte da lua e o monte de venûs, tenho um medo que não posso compartilhar a não ser comigo mesmo
Viver é a doença.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
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